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BLOG - 3 passos para ser um líder melhor, segundo a neurociência

01Mar2018

 

 

Por Lucas Vilela

27 fev 2018

 

O interesse em aplicar a neurociência às empresas vem crescendo há décadas. Dia após dia fica mais claro o quão importante é o papel da liderança no desenvolvimento de uma equipe e consequentemente no resultado do produto final.

Apesar do receio de muitos chefes retrógrados, o “iluminismo corporativo” tem rompido castas e a tomada de decisões está entrando cada vez mais na conta da ciência.

Neste caso, vale mencionar também o hercúleo papel da internet e principalmente das redes sociais em disseminar os resultados dos gatilhos neurofisiológicos sociais. O LinkedIn talvez seja o maior centralizador de cases da eficácia da erudição em processos de coaching.

Foi por meio da rede que demos de frente com Tara Swart, neurocientista e membro da MIT Sloan School of Management, uma das mais famosas faculdades do mundo especializada em negócios. 

A professora é imperativa ao dizer que a formação do novo bussinesman passa por cursos que ofereçam meditação, ioga, ginástica e nutrição.

Ela, que é médica especializada em neurociência, defende que o novo profissional precisa treinar o cérebro como um atleta de alta performance. “Uma noite mal dormida faz seu ritmo cognitivo (atenção, associação, memória, raciocínio) cair 5%.”

Ou seja, um mero jet lag pode atrapalhar um veredito.

“Quando todas as outras coisas são iguais, a resiliência mental é o fator que realmente distingue o bom CEO de um mero manda-chuva “, diz Swart.

Com isso na caixola, e para melhorar a tal, médica recomenda que os líderes comecem trabalhando o seguinte:

 

1. Neuroplasticidade

“Tudo o que você experimentou em sua vida moldou seu cérebro para favorecer certos comportamentos e hábitos”. Porém, eles podem ser lesivos.

Ao concentrar a atenção e praticar repetidamente novos procedimentos, acontece um redirecionamento dos recursos químicos, hormonais e físicos do sistema nervoso central para criar novos caminhos.

Aprender — especialmente assuntos pesados como uma nova língua ou um instrumento musical — é a melhor maneira de aumentar a plasticidade.

 

2. Agilidade cerebral

Para ser ágil, você deve pensar com agilidade. Fácil, não é mesmo?

A agilidade do cérebro é a habilidade de alternar com perfeição modos de pensar: do lógico ao intuitivo e ao criativo.

Mas isso não quer dizer que ser multitask é a reposta para os seus problemas.

Swart recomenda trabalhar cada questão de forma consecutiva. Sim, uma de cada vez.

Isso aciona um “modo de alerta” sobre cada caso e permite enxergar o tabuleiro por inteiro. 

 

 

3. Simplicidade

Um mundo hiperativo coloca exigências impossíveis em cérebros limitados. O estresse aumenta. A tomada de decisão sofre.

Swart sugere que líderes envoltos em tomadas de decisões importantes diariamente joguem na lixeira, por exemplo, a escolha do que vestir.

Isso significa uma deliberação a menos por dia.

O autor americano Henri David Thoreau disse certa vez:  “Nossa vida é desperdiçada por detalhes”.

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, é um adepto famoso dessa filosofia de moda. Ele possui uma espécie de uniforme: camiseta, calça jeans e tênis. 

Que fique claro, não é para jogar metade do seu guarda-roupa fora, mas sim pensar uma maneira saudável de equipá-lo.