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BLOG - Vício em Internet. O que é possível fazer?

08Jun2016

Um jovem chinês de 24 anos morreu após jogar vídeo game por 19 hrs seguidas, em um cibercafé na China, noticiou  o jornal The Telegraph recentemente. Ele estava jogando RPG “World of Warcraft” em um cibercafé, quando começou a tossir e caiu da cadeira, segundo informou a reportagem.

O uso da internet tornou-se um hábito difundido mundialmente, atingindo desde as populações cosmopolitas às mais interioranas e tem sido bastante útil. Não há como negar que através da internet, pode-se  ter acesso a uma infinidade de informações que antes ficavam restritas aos livros, revistas e aos veículos de comunicação como rádio ou TV. Além disso, o uso da internet oferece entretenimento e diversão,  propicia criar novos amigos e manter contato  com parentes em qualquer local do mundo e ao vivo.

Portanto, quando bem utilizado, o acesso à internet promove uma gama de vantagens e benefícios. Em contrapartida, como qualquer hábito,  pode tornar-se nocivo quando mal administrado, transformando-se em um vício.

Nos EUA, estima-se que 26 % dos jovens sejam viciados em internet, o que representa uma prevalência muito alta, superando o vício em álcool e drogas ilícitas.

O vício em internet, que vem acometendo jovens cada vez mais cedo, ainda não é um transtorno mental oficialmente estabelecido nas classificações de doenças mentais, contudo os critérios propostos para esta condição incluem:

  • a perda de controle sobre o uso da internet, com um tempo gasto de mais de 6 horas por dia, fora do ambiente acadêmico ou empresarial, resultando em acentuado desconforto físico e mental,
  • dores de cabeça, náuseas, 
  • problemas oculares, 
  •  problemas de coluna, 
  • alterações do humor, como ansiedade e depressão, insônia, 
  • sensação de abstinência, 
  • repercussões negativas  na vida social, familiar e profissional,
  • alterações nos hábitos alimentares porque os indivíduos não conseguem sair do computador sequer para fazer suas refeições.

É um quadro bastante preocupante levando-se em conta que esses jovens estão em formação e representam a geração do futuro.

O vício da internet deveria ser pensado como um problema de saúde pública dada a abrangência dos males que causa e a ocorrência cada vez mais frequente, ainda subnotificada.

As famílias precisam estar atentas para o comportamento dos seus filhos e ao tempo que eles gastam com seus computadores e smatphones. Os jovens necessitam ser devidamente informados e conscientizados das consequencias do uso excessivo do computador em detrimento de outras atividades como praticar esportes regularmente, ter contato com a natureza, alimentar-se corretamente, encontrar pessoalmente com amigos e familiares etc

Em muitos casos, o jovem deve ser levado ao médico psiquiatra, que saberá identificar o grau do transtorno e se há a presença de outras doenças físicas ou mentais concomitantes.

O tratamento pode consistir em medicamentos e psicoterapia.