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BLOG - Você sabia que o cérebro tende a valorizar mais as notícias ruins que as boas?

15Jul2016

Você sabia que o cérebro tende a valorizar mais as notícias ruins que as boas?

A espécie humana sobreviveu ao longo dos anos às custas de um poderoso "sistema de defesa" cerebral, cujo ponto central é a amígdala cerebelar, que prepara o indivíduo para lidar com as ameaças à sua vida, promovendo um conjunto de reações corporais, por ativação do sistema neuroendócrino, para lutar ou fugir da situação e, assim, sobreviver.  Quando esse estado de tensão permanece por muito tempo no organismo, há um desequilíbrio que pode gerar doenças graves, como diabetes, hipertensão arterial, AVC, depressão e outras.

Provavelmente, por essa razão, as pessoas tendem a se fixarem mais em eventos negativos e notícias catastróficas como forma de se manterem prevenidas contra possíveis riscos. As memórias negativas também são armazenadas com mais intensidade. Todo esse processo acontece na mente, para dar ao indivíduo a (falsa) sensação de que, munido dessas informações, conseguirá se defender bem das próximas ameaças.

Ocorre que, ao ver e ouvir notícias ruins de fatos que ocorreram à distância, o indivíduo se identifica imediatamente com as vítimas e sente medo de que algo semelhante possa ocorrer consigo mesmo ou com pessoas próximas. A sensação de mal estar, raiva e dor provenientes do contato com imagens vistas e ouvidas na TV acionam o sistema neuroendócrino de forma semelhante ao que ocorre   quando as experiências traumáticas são experimentadas ao vivo.

Ter consciência desse processo é fundamental para que se possa preservar da enxurrada de informações que chegam a todo instante, ao vivo e a cores pelos meios de comunicação e redes sociais. Dificilmente uma pessoa pode se manter saudável fisica e mentalmente, se expondo o tempo todo a notícias e cenas trágicas. Tampouco estará preparada para enfrentar seus desafios e riscos do dia-a-dia.

Portanto, para se manter saudável, com energia para realizar suas metas diárias, é fundamental filtrar informações e selecionar  assuntos que sejam de fato relevantes à sua vida e que contribuam para preservar o humor alegre e otimista . E, acima de tudo, praticar no seu cotidiano atos de gentileza, solidariedade e amor ao próximo.

A única mudança possível é a interior.

Vera Garcia

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@PsiquiatriaeCoaching.Dra.Vera Garcia

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