Tel: (21) 2547-8622      drveragarcia@gmail.com
BUSCA NO BLOG:

BLOG - Doutora, meu filho come mal. O que faço?

08Jun2016

“Olá Doutora. Não sei mais o que fazer, pois minha filha irá fazer quatro anos e almoço, jantar, somente batido no liquidificador. Algumas outras coisas até come, como: biscoitos, pães, maçã, farinha. Já fiz algumas tentativas frustrantes e nada. Me ajude, estou desesperada."

 Como quase tudo na vida, a alimentação também é questão de hábito e  a  maioria das pessoas ainda come  mal e errado. As Instituições de Ensino e a Mídia divulgam pouco sobre o valor da nutrição para o organismo, prevalecendo a propaganda e a cultura dos fast-food. 

Ainda não há  uma consciência difundida do alimentar-se adequadamente. A maioria das pessoas ingere alimentos gordurosos, enlatados, embutidos, refrigerantes, salgadinhos, biscoitos e bebidas alcóolicas em excesso que, no organismo,  transformam-se em  gordura e açúcar, sem nenhum valor  nutricional. Esses maus hábitos alimentares promovem danos em todo o corpo, tais como diabetes, obesidade, esteatose hepática, gastrite, diarréia, hipertensão arterial, alterações cognitivas etc...

Com as crianças, não é muito diferente e elas absorvem os hábitos alimentares dos pais e da sociedade em que vive.  Comem somente o que parece saboroso ou fácil de mastigar, e não entendem a necessidade de uma boa nutrição. 

 A maioria das pessoas que me escrevem pedindo orientação, relatam que preferem oferecer à criança "qualquer coisa" que ela vai aceitar, do que insistir numa refeição realmente completa.

 Para interromper este ciclo vicioso, cabe aos pais modificarem seus próprios hábitos  e conscientizarem a criança de que ela precisa de determinados alimentos para crescer forte e saudável. . É um processo educativo lento, que exige tempo, paciência, persistência e, para ser eficaz, deve incluir todos os membros da família. O exemplo ainda é o melhor ensinamento.

Dentre as estratégias que funcionam, estão contar historinhas, oferecer frutas variadas, não entupir o armário com biscoitos e nunca substituir uma refeição por guloseimas.

 Por fim, agir sempre com amor, alegria e bom humor, para que as refeições não tornem-se um martírio para todos.