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BLOG - Independência ou Morte. O risco de suicídio em foco.

07Set2016

Independência ou Morte!

Estamos vivendo tempos bicudos com altas taxas de inflação, de desemprego e retração econômica que repercutem direta e indiretamente na vida de todos. Alguns grupos conseguem se beneficiar bastante das crises econômicas aumentando seus lucros através de atividades ou investimentos, porém a maioria das pessoas precisa adotar medidas práticas para se adaptar e sobreviver à falta de dinheiro.

Diante desse cenário, quem consegue sobreviver melhor? Quais são os elementos que aumentariam o grau de resiliência de um indivíduo?

Tenho uma postura reservada  ao avaliar e julgar casos de pessoas com possíveis problemas psiquiátricos que são divulgados pela mídia, mas os recentes casos de suicídio envolvendo também assassinatos dos próprios filhos, me tocaram profundamente e me remeteram  ao estado de dependência que observo em algumas pessoas, ao status financeiro, social ou emocional.

São inúmeras tragédias envolvendo aqueles que parecem não suportar a  perda de   seus bens materiais e a reboque, seu status social, caindo numa condição de total desespero, a ponto de cometer um ato extremo de interromper a vida.

Diante desse cenário, penso que é urgente uma reflexão sobre os valores morais e crenças que são cultivados pela sociedade. Observo que algumas famílias, a despeito de não dedicarem tempo e atenção aos filhos, sentem-se na obrigação de provê-los de todos os objetos os quais eles desejam. Vejo casais planejando sua vida em comum com referenciais apenas supérfluos como imóveis, carros do ano e determinados hábitos de consumo, que atendem às expectativas do seu grupo social, em detrimento do cultivo delicado e minucioso de pilares mais sólidos para um relacionamento, como amizade e respeito mútuo. Obter bens materiais e status social faz parte do curso da vida em sociedade, desde que haja consciência de essas conquistas nunca serão maiores ou mais importantes que você mesmo(a).

Em momentos de crise, quando os recursos externos são escassos,  os recursos internos, morais e emocionais, são colocados à prova. Um dos hormônios liberados durante períodos de estresse é a ocitocina, conhecido como hormônio do amor, que contribui para que o indivíduo se torne mais empático e procure ajuda do outro, em busca de aconchego e apoio. Uma situação difícil, portanto, pode ser uma oportunidade para reforçar atributos internos como compaixão e generosidade,  transformando-se numa grande chance para desenvolver novas habilidades sociais e profissionais. Para tanto, é importante que haja um compromisso sincero com o que há de mais valor, que é você.

Por isso, jamais se deixe abater se o seu dinheiro está curto, não se envergonhe por ter que vender o carro ou se mudar para um bairro mais simples. Não fique triste por ter que interromper provisoriamente a faculdade ou trocar o filho de escola. Aproveite para aprender a lidar com a falta. E se orgulhe de conseguir enfrentar  as adversidades de forma realista, muitas vezes sofrida, mas equilibrada.

Lembre-se  que aquilo que o torna uma pessoa melhor, não são seus atributos físicos, materiais ou intelectuais, e sim sua capacidade de amar e de ajudar, a si mesmo e ao próximo.

Declare independência emocional a fatores externos, que possam obstruir sua felicidade  e, dessa forma, opte  pela (sua) vida.

Grande abraço e bom feriado!